Tanto John McCain e Barack Obama trabalharam para conseguir um tom mais cívico e objetivo. E os americanos puderam ver algumas diferenças entre os candidatos em relação aos planos de regulamentação da crise em Wall Street, sobre como enfrentar os problemas fiscais do país e na segurança nacional.Houve também diferenças nos próprios candidatos. McCain se atrapalhou na parte econômica do debate, ao passo que o Obama parecia claro e confiante. McCain foi mais fluente sobre os assuntos externos, e marcou pontos, repetidamente chamando Obama de ingênuo e inexperiente.
Obama dominou a parte econômica do debate, argumentando que a catástrofe de Wall Street foi culpa da administração anti-regulação de Bush, pró-cultura corporativa. Ele apelou a uma grande revisão do sistema de regulamentação financeira. McCain ficou preso aos seus pontos do discurso, falando sempre contra a ganância e a corrupção. Ele mostrou poucos sinais de que compreendeu as falhas fundamentais no governo, estimuladas por crises do mercado.
Obama disse que iria começar a tratar do profundo déficit do país através do aumento dos impostos sobre os ricos, cortando-os para a grande maioria dos trabalhadores americanos. Mas ele se esquivou à questão de quais programas ele teria que sacrificar para ajudar as propostas de recuperação econômica, as quais têm um orçamento de U$ 700 bilhões. McCain esquivou-se da mesma questão.
Em relação ao Iraque, o The New York Times comentou: “Foi perturbador ver que o Sr. McCain parece ter aprendido nada desde a desastrosa guerra no Iraque. Ele falou sobre os recentes progressos lá, que são indiscutíveis, e que seu apoio para a tropa fez baixar a violência. McCain ainda estava falando de ganhar, em vez de planejar uma saída necessária e responsável. E ele firmemente se recusou a reconhecer que a decisão de invadir o Iraque foi um enorme erro.”
Obama não ofereceu detalhes sobre como ele pretende sair do Iraque, mas ofereceu uma importante verdade quando afirmou que os Estados Unidos nunca deveriam ter invadido e não poderão jamais vencer no Afeganistão enquanto estiverem atrelados ao Iraque.
“Não ouvimos o máximo de detalhes como gostaríamos. Mas o debate foi um movimento em direção a uma discussão séria de muitos problemas do país. Os americanos precisam ouvir mais do que isso e menos do discurso tático antes de irem às urnas”. Afirmou a mesma fonte.
FONTE: http://www.nytimes.com/

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